
“Quem não gosta de samba, bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé.”
O projeto Eu Sou o Samba resgata o samba de raiz em Belo Horizonte, fazendo do Centro Cultural Lapa Multshow um palco para divulgação de um dos ritmos musicais mais brasileiros e, ao mesmo tempo, tão universal para os amantes da boa música.
Saiba mais sobre o samba.
O samba, gênero musical derivado de ritmos e melodias de raízes africanas, como o lundú e o batuque, é um dos estilos musicais mais difundidos no Brasil e também um dos ritmos brasileiros mais divulgados no exterior.
Apesar de mais conhecido atualmente como expressão musical urbana carioca, o samba existe em todo o Brasil sob a forma de diversos ritmos e danças populares regionais que se originaram do batuque. Manifesta-se especialmente no Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Como gênero musical urbano, o samba nasceu e se desenvolveu no Rio de Janeiro, nas primeiras décadas do século XX. Em sua origem uma forma de dança acompanhada de pequenas frases melódicas e refrões de criação anônima, o ritmo foi divulgado pelos negros que migraram da Bahia na segunda metade do século XIX e se instalaram nos bairros cariocas da Saúde e Gamboa.
Em Belo Horizonte, desde a sua fundação em 1898, é possível identificar grupos musicais que já interpretavam o samba. A Sociedade Musical Carlos Gomes, por exemplo, com sua banda e orquestra, já tocava músicas de compositores locais. Destaque também para a Velha Guarda do Samba de BH, composta por tradicionais sambistas mineiros, tais como Gervásio Horta, o Mestre Conga, entre outros. Desse grupo, é importante ressaltar ainda todos os artistas e compositores envolvidos com a criação das marchas de carnaval e sambas-enredo produzidos para os desfiles dos blocos caricatos a partir da década de 30 e posteriormente para as escolas de samba.
“Falo do samba. Que outra forma de expressão é mais completa? O samba dialoga com a divindade, abraça o solo, envolve-se com as águas, é verde antes da moda, vermelho antes da decepção, azul porque “anteblue”, amarelo porque dissidente, branco porque reunião, e negro porque é um negro, é um negro, é um negro, negronoite, e a noite é mãe de todos nós.
O capital não tem pátria, o samba tem: a alma, onde quer que ela esteja.
Há os que se julgam remadores em direção ao futuro. Não sabem, que o samba lhes esculpiu o barco.”
“Heranças do Samba” - Aldir Blanc, Hugo Sukman, Luiz Fernando Vianna
Ed. Casa da Palavra
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